Este dia que escrito como esta forma titular se torna uma capicua, vem assinalar o décimo aniversário do dia em que a terra parou.
Naquele dia, que foi uma terça~feira, pouco depois de almoço, o mundo viu em directo o momento que atentou a hegemonia americana.
Ninguém está acima de Deus, mas naquele dia "aquele cujo nome não deve ser pronunciado" esteve lado a lado.
Eu estava a fazer a sesta, quando a minha irmã me começa a dizer e uma amiga me liga para me "alertar" que aquilo que antes se via nos filmes, estava a atingir o coração dos States, apunhalando-o pelas costas e fazendo-o sangrar até se desfazer em pedaços.
Podemos negar quantas vezes quisermos, repeti-lo até à exaustão, mas a verdade é que a nossa vida como sociedade entrou nesse dia numa nova dimensão.
Sabiamos que havia terrorismo mas não sabiamos a sua forma, sabiamos que há homens poderosos mas não sabiamos que Osama Bin Laden era "the one". A vaga ideia que tinhamos de segurança passou a ser um plano minucioso a por em prática a qualquer momento.
Viajar passou a ser outra coisa completamente diferente e a política internacional mudou para sempre.
Sempre li, pesquisei e desde cedo eu sei que os homens que se suicidaram para assassinar milhares de pessoas viveram largos meses em território americano, comunicaram com o mundo islãmico e nunca ninguém suspeitou, atentaram o Pentágono, o World Trade Center e não foram mais longe porque os passageiros do quarto avião tentaram dominar aquele que se despenhou na Pensilvânia.
Quem morreu nos atentados, quem perdeu os seus nas torres mas continua vivo neste mundo sem cor, os que socorreram, os que tem que olhar para aquele lugar todos os dias, sentem no peito a dor que muitos não compreendem.
Eles não tinham culpa.
Para mim, o FBI e a CIA, e George W. Bush sabiam destes planos e foi a desculpa perfeita para o que se lhe seguiu.
A invasão do Afeganistão, a queda dos talibã (que já lá estão outra vez), a guerra no Iraque, a escalada do preço dos combustiveis fosseis, a execução de Saddam Hussein e a notícia falsa da morte de Bin Laden e um rol de desaires e problemas.
E quem sabe até o prenúncio da crise económica mundial.
Este caminho não volta atrás e o mal estará sempre à espreita.
Já se falou tanto, já se viu tanto que estas palavras são só para recordar a ferida que já não sangra no Ground Zero, onde vai nascer de novo um Ground Something que terá a menina dos olhos da arquitectura americana, por muitos e largos anos. I hope so...
domingo, 11 de setembro de 2011
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