Desde Abril que a minha rotina semanal passa por fazer mais ou menos 600km de carro. Eu sei, não é nenhum recorde (o meu pai faz muitos muitos mais) mas já é alguma coisa.
Esta nova rotina permite-me desfrutar muito da companhia da rádio e por vezes arranca-me verdadeiros "há séculos que não ouvia isto".
Todos temos as nossas estações preferidas guardadas em teclas que vão de 1 a 6 no carro mas por vezes ainda vagueio por outras batidas...
Foi há uma semana, que numa viagem bem cedo, ouvi Tina Turner cantar "I´m your private dancer..." o que fez meu pensamento evadir-se até remotas memórias.Gosto dessa música, gostei sempre.
Recorda-me de um tempo em que eu crescia e comecei a aperceber-me de uma sensualidade desarmante, um erotismo enebriante.
Tudo isto se foi perdendo nos últimos anos.
A sensualidade que muitos filmes, músicas, captaram e nos encheram a vista.
Esse tempo que fez certas mulheres ícones eternos de femininalidade e homens detentores de um charme intemporal.
Sensualidade é uma atitude, nada tem a ver com roupa ou idade.
É envolvente, indisfarçável, erótica, debochada até, sem ser em momento algum pornográfica.
Vê-se num cumprimento, num olhar, num toque, numa aproximação.
Tudo isto se esconde nas gavetas da minha imensa memória.
A semana passada também acabou com outro bom momento musical.
No dia em que Expensive Soul actuavam no Marés Vivas, eram umas 19h e estavam eles alapados no contentor da Comercial em pleno recinto quando Vasco Palmeirim desafia Vanda Miranda a cantar "o amor é trágico". Ela resmunga e tal mas, mortinha por cantar, lá começa. Com a ajuda da música, música só, que em fundo começava para criar ambiente e disfarçar possíveis desafinações da Vanda.
E eis que Max dos Expensive se aproxima do microfone e sem aquecimento, sem preparação, começa a cantar.
Perfeito, na sua voz de falsete, afinadíssimo, muito power,bom, muito bom.
Fiquei espantada e muito sorridente.
Continuem, estão no bom caminho.
Tina Turner_Private Dancer_1984
segunda-feira, 18 de julho de 2011
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