Em 1930, no distrito de Sacramento, Minas Gerais, nasceu um menino de nome Ariclenes Venâncio Martins que chegou a S. Paulo para trabalhar numa rádio.
Lá, fez variadas coisas até chegar a radioactor, coisa muito comum em décadas passadas também em Portugal.
O seu sucesso foi imenso, sobrava-lhe talento e poder para cativar o público. Feminino, principalmente.
Dado o seu extenso e não moderno nome, o seu agente, manager, whatever disse-lhe um dia:
_Aí Ariclenes, ocê tem que pensar em outro nome melhor que esse seu. Tipo nome artístico, que fique no ouvido da gente!"
Ok, o jovem foi para casa na incumbência de encontrar um novo nome para si.
Quando regressou ao trabalho disse para o seu chefe:
"Achei um novo nome, é João Paulo!"
Só que o chefe achou este nome meio boiola
Ariclenes já sem imaginação decide telefonar á mãe a pedir ajuda e inspiração(mãe sempre resolve tudo) e diz algo como:
"Mamãe, lá no meu emprego, meu chefe me disse que para continuar eu tenho que arranjar outro nome, que esse que a senhora me deu não serve, tem que ser mais curto e ficar mais na memória. Aí eu falei João Paulo, mas meu chefe falou que era boiola. Agora não sei não mamãe, quero pedir ajuda á senhora para arrumar outro nome. Ocê sabe?"
A mãe de Ariclenes, senhora muito dada a espiritualidade e a cartomância falou:
"Aí meu filho, se seu chefe quer um nome novo para você para dar sucesso eu digo para você pôr Lima Duarte. Esse é o nome do espirito com quem eu comunico e ele me têm dado muito sorte. Vai dar também pra você!"
E assim começou um dos maiores vultos da cultura brasileira.

Lima Duarte volta aos 80 anos ás telenovelas, depois de uma vida riquíssima, para fazer parte de uma trama desenvolvida nas margens do rio Araguaia que conhece da sua infância, e contracenar com Regina Duarte num remake moderno de Sinhozinho Malta e Viúva Porcina em "O Roque Santeiro" onde a sua expressão mais famosa era o imortalizado título deste post...



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