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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ó vida frágil...

Se a gastronomia fosse a oitava arte, seria por causa deste senhor.
Catalão de naturalidade, usava os ingredientes mais frescos, de melhor qualidade, as especiarias mais extraordinárias, o azeite mais puro e elaborava pratos tão apelativos á vista quanto ao sabor.
Escolhia tudo como se cada cliente fosse único e cada refeição fosse a última antes do fim do mundo.
De nome charmoso, sorriso largo e sonora gargalhada, dava agora também ensinamentos em cozinha molecular, já do alto das suas três estrelas Michelin.
Esteve em Portugal de 16 e 24 de Janeiro em Albufeira, no Festival Gourmet do Vila Joya num evento denominado “Tribute to Cláudia” onde estiveram os melhores chef´s do mundo para elaborarem os menus gourmet mais sofisticados para convidados hiper especiais.
E este senhor fez coisas espantosas. Tudo até ao mais ínfimo pormenor.
Hoje a minha respiração susteve-se dois segundos de espanto por saber que faleceu repentinamente aos 53 anos, Santi Santamaria, o senhor de quem falo.

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