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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Há 20 anos no topo...

_Quando a dança como arte ainda não tinha o protagonismo, destaque que tem nos dias de hoje,
Quando a dança não era mote para programas de televisão em diferentes canais,
Quando a dança em nome individual era praticamente invisível e os escassos casos seriam sempre no feminino e se algum masculino houvesse, seria alvo de dúvida a sua orientação sexual...
De Córdoba saiu um homem que fez do flamengo mais do que um estilo, da cultura cigana mais do que uma minoria, do corpo mais do que um suporte físico e dançou ,dança, como ninguém mais.
Este senhor estreou esta condição de bailarino e atingiu o estrelato de uma forma irrepetível.
Dos pouco mais que 40 anos de vida, mais de metade foi passado em palco, nos melhores, maiores palcos de todo o mundo e quem o viu, ergueu-se para aplaudir de pé tanto talento.
Joaquín Cortés é rigoroso em cada passo, disciplinado em cada movimento, esforçado, de uma dedicação total, incrivel em todos os registos também como encenador.
Joaquín Cortés partiu do Flamengo e fundindo-o com o ballet clássico e a dança contemporânea criou um estilo seu, único, que fez a UNESCO considerar o seu legado artístico como Património Mundial.É muito...
Em palco é vestido pelos maiores estilistas e na "vida real" distingue-se na defesa da sua cultura da qual foi embaixador em Bruxelas, também embaixador da UNICEF  e há muitos anos criou uma fundação sua que ajuda muitos meninos mundo fora e também na vida real desfilou mediáticas namoradas...
Mas foi com espectáculos como Mi Soledad, Soul, Live, Amor y ódio que se notabilizou.Ou mais ainda, com Pasíon Gitana em 1995, o espectáculo espanhol mais visto de sempre mundialmente. 
E Joaquín Cortés regressa a Portugal estes dias, com " Calé".

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