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sexta-feira, 18 de junho de 2010

O seu nome era José...

Há mais de uma década que muitos portugueses usam palavras como Anti-religião/Comunismo/Nobel para definir José Saramago (se forem honestos, hão-de reconhecer).
Mas foi também a partir de 1998, depois da condecoraçao da academia sueca, que muitos portuguesese começaram a falar do escritor, ou pelo menos a referi-lo mais vezes ou com mais consideração. Porque o verdadeiro espírito Tuga é assim: pode haver um português "enorme" com um trabalho notável que ninguém liga, mas se essa pessoa morrer ou for condecorada internacionalmente, com toda a certeza lá estará o tuga em bicos de pés, com uma bandeirinha, a lembrar a portuguesa nacionalidade da dita personalidade. E claro, a partir dai, ja integra toda uma merecida imprensa cor-de rosa.
O mesmo aconteceu com Saramago.
Não vou falar da vasta obra que se iniciou em 1947 e que facilmente podem ter conhecimento se à pesquisa Google se dirigirem. Não vou falar das escolhas políticas, ideológicas, religiosas. Este post não serve para isso. É apenas uma singela memória a um homem singular, inteligente, controverso, que ganhou o primeiro nobel da literatura em Portugal.
José Saramago faleceu hoje, aos 87anos de idade, em Lanzarote, terra que amava como sendo sua, perto da mulher que amava como sendo uma parte de si, Pilar Del Río.

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