
Esta Coimbra que eu amo,
onde durante anos me fiz mulher,
é sábia,é senhora,
na vida de quem a quer.
Vem de longe o seu feitiço,
e ninguém o consegue quebrar,
está velhinha esta cidade
que a todos quer abarcar...
Está gasta a sua calçada,
que percorro ruas a fora,
ergue-se ao alto o relógio,
bate em ponto mais uma hora.
Ó vida que depressa passas,
deixa-me ficar mais um momento,
a olhar esta terra,
que me deu tanto alento.
Da Universidade até ao rio,
passam histórias sem fim,
eu pisco o olho à cidade,
e ela ri-se de mim.
Dos amores que nao vivi,
e dos que me fizeram corar,
da alegria que senti,
por aqui estudar.
A quem chegou comigo,
e a quem comigo partiu,
a quem mesmo longe daqui,
nunca daqui saiu.
Do mondego lembro a água,
a passar a todos os instantes,
corre veloz rio abaixo,
na cidade dos estudantes.
O brilho da nossa juventude,
ficou para sempre nesta cidade,
guarda-o bem dentro de ti,
que te querem a mocidade.
Das capas negras saem cores,
num arco-iris sem fim,
podia negro ser tudo á volta,
que mais cores haveria em mim.



1 comentários:
Sempre iremos voltar
A esta cidade memorável
E nesse dia se irá relembrar
Deste nosso amor imutável.
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